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Partir à aventura

  • 15 de set. de 2017
  • 2 min de leitura

Parti à aventura há praticamente 2 anos. Deixei para trás o esplêndido oceano da minha linda Madeira, em troca do agradável (mas, de todo, não tão esplêndido) rio Tejo. Abandonei a minha casa, a minha rotina e acima de tudo, o meu comodismo, porque a mamã já não estaria por perto.


Surgiram dúvidas e tive receios. Não sabia lavar roupa (a máquina de lavar para mim era como a Antártida, eu sabia exatamente onde estava, mas nunca lá fui), a limpeza era nula na minha vida (desculpa mãe), cozinhar até gostava, mas não o fazia, a única coisa para a qual tinha jeito era estudar. No entanto, nem o “meu estudar” se revelaria suficiente, pois tratava-se da faculdade.


Ui, a faculdade… posso garantir-vos que chega a ser aterrador, simplesmente não sabemos o que esperar… o sentimento é semelhante àquele que temos quando lemos o “temos de falar”. Acreditem, eu escrevia um livro com mais páginas do que o Memorial (se calhar não tantas, ficaria uma seca) com o título “A coletânea de dúvidas, questões e receios da pré-Faculdade”. Parecia ser algo tão sério… mas não, na verdade era muito menos sério do que esperava, as faltas são permitidas, podemos ir embora meio do dia (sem mostrar cartões ou ter bolinhas verdes), não é necessário pedir autorização para ir à “casa de banho”, podemos invadir uma aula que não a nossa, até mesmo uma faculdade ou instituto, muitas das vezes estamos mais preocupados com uma cadeira do que o próprio professor, podemos utilizar o PC para “tomar apontamentos” e fingir que fazemos o mesmo com o telemóvel (que só será lembrado no exame e, mesmo assim, nem sempre), basicamente tens mais liberdade que o Ricardo Salgado.


Uma coisa posso dizer-vos não temam a faculdade, porque tal como as nossas mães sempre nos disseram: é a melhor altura da nossa vida. Quanto a liberdade… sim pode “corromper-nos” e afastar-nos das nossas metas, pode também afirmar-nos enquanto pessoas. A liberdade traz consigo a responsabilidade e eu abdico da minha (pouca) responsabilidade anterior em prol da minha independência atual. Algo que aconselho verdadeiramente é que abandonem o ninho, quem nunca abandonar o ninho, nunca voará verdadeiramente.

O dia chegou.


 
 
 

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© 2017 por Merícia Teles | Orgulhosamente criado com Wix.com

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