Lisboa menina e moça.
- 20 de set. de 2017
- 2 min de leitura

O dia chegou e eu parti, ainda na melhor das companhias.
Todos os receios que tive desvaneceram logo no segundo dia, já andava eu para cá e para lá no rio Tejo, como quem apanha os horários do Funchal. Quando me instalei (deste lado do rio), a vida na capital começou verdadeiramente. A mulher da minha vida voltou à sua e a minha… estranhamente continuou (ainda que as saudades sejam infinitas).
Lisboa facilmente me conquistou. Apaixonei-me pelas ruas, pelo Terreiro do Paço e pelo Chiado, pelos jardins e pelos cafés aconchegantes, pela arquitetura imponente e pelos monumentos, pelo céu e pelo rio que me acalma . Sempre me disseram que Lisboa era uma confusão, que as pessoas não paravam, que estão sempre de um lado para outro. De facto, é uma cidade movimentada, mas posso garantir-vos que, independentemente, do meu ritmo acelerado, sempre soube atenuar o passo e apreciar a beleza que me rodeava. Devo admitir que já tenho saudades.
O primeiro ano foi verdadeiramente gratificante: faculdade correu otimamente, a praxe revelou-se uma experiência incrível e o meu ano de caloira, recordo-o com muito carinho. As amizades antigas mantiveram-se muito fortes, mesmo aquelas que estavam a um oceano de distância. Conheci novas pessoas, que hoje são presença constante na minha vida (certamente sabem quem são), pessoas especiais que o destino me brindou e que agradeço profundamente por terem surgido no meu caminho.
No primeiro ano e, em particular, no primeiro semestre, vivi alguns dos melhores momentos da minha vida, fui verdadeiramente feliz.
O meu segundo ano foi mais conturbado, especialmente o semestre inicial. Comecei por mudar de casa e, só com isso tinha material suficiente para criar outro blog. Como diria uma grande amiga minha, foi "uma situação dramática", ao menos as minhas colegas de casa eram impecáveis. Para além da faculdade, tinha outras atividades extracurriculares e a carga de trabalhos intensificava-se de tal forma que estava a ser díficil de acompanhar, até me “roubarem” o computador e se tornar impossível. Apesar das adversidades, consegui recuperar… o ritmo, porque o computador, esse continua tão desaparecido como D. Sebastião, até hoje nunca mais ninguém o viu.
Seguiu-se o segundo semestre... bem mais calmo, graças à minha humilde decisão de me focar, exclusivamente, na faculdade. Contudo, faltava-me algo... queria um desafio novo.
A resposta chegou por email no dia 15 de Fevereiro e arrisquei. Foi o primeiro passo desta aventura.

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